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QUEM
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Nasci no ano 1971 em Embu das Artes, e como seria de se esperar, tive
desde a infância um contato direto com todo tipo de manifestação
cultural, desde as novenas que frequentava com minha avó "D.
Floriza" até as bandas de Rock de garagem que brotaram
na década de oitenta que nem "mato em mourão de
cerca".
Com essas fontes tão próximas não haveria outro
caminho senão o de buscar me expressar artisticamente através
da música, e aí veio todo o processo de aprendizado
que teve no ecletismo das influências, papel fundamental na
identidade do meu "fazer musical".
Passei pela noite, por bailes populares, pela MPB do banquinho e violão,
por folguedos folclóricos e por festivais de música.
Onde quer que houvesse um batuque, uma viola ou violão e gente
disposta a ouvir e apreciar, lá estava eu, cantando minhas
influências mostrando letras e músicas.
Mas como toda raiz sempre acaba por trazer o filho de volta á
terra, é no Projeto FOIA VERDE que vim encontrar
a essência do interior de meus antepassados, que pode ser traduzida
por uma passagem contada por minha avó num papo engatilhado
com minha mulher Luciana e da qual eu nem me lembrava mais:
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"Quando
o Rogério tinha lá seus 2 ou 3 anos, sempre que
a gente voltava das novenas ou missas e a noite estava clara,
ele me pedia para lenvantá-lo para que pudesse "pegar
a lua", e sempre que eu falava que isso não era
possível, o choro era certo..." |
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Dona
Floriza
(avó) |
Bom... tempo passado, o choro (pelo menos esse, infantil e singelo)
acabou, o menino que ainda sou graças a música, consegue
hoje tocar a Lua dos seresteiros, com todos os dedos, todas as cordas,
sejam elas de nylon de aço ou vocais, e espero com fé
poder também levantar até a lua aqueles amigos que ouvem
as canções do Projeto FOIA VERDE por
muito tempo, ou pelo menos enquanto houver uma bela Lua pendurada no
Céu.
CAMINHOS
São
Paulo - 2004– 2005
Depois
de ter meus primeiros contatos diretos, isto é, tocar, estudar
e coisa e tal, com a Viola caipira, tive um espasmo de criação
que durou 1 mês e gerou 12 "crias". Depois de muitas
tentativas que infelizmente não geraram o resultado esperado,
em setembro de 2005 me juntei ao Violoncelista Bruno Serroni e a Percussionista
Vanessa Balbino para dar início ao Projeto FOIA VERDE, onde
tento traduzir as visões e sensações de um "Caipira
Urbano cortando estrada num mundão de concreto, poeira, poesias
e notas musicais."
São
Paulo - 2003 – 2004
A convite do amigo e músico Pablo Casella participei
atuando e tocando na Peça, “O Pranto de Maria Parda”
da Companhia Teatral "Os Sátyros", que teve a trilha
sonora composta por Péricles Cavalcanti.
São Paulo - 2002 - 2003
Dei alguns workshop´s de musicalização
e técnica vocal e rítmica, no Centro Cultural Monte
Azul, num trabalho coordenado pela Diretora de Teatro Nicole Aun e
pelo Diretor e Autor Teatral Reinaldo Maia.
Avaré
/ SP - 2000
Participei com o grupo Quatro Cantos da FAMPOP –
Feira Avareense de Música Popular Brasileira, um dos festivais
mais conceituados do País, que na ocasião contava com
jurados do porte do compositor Vicente Barreto, do pianista Sérgio
Schiotti além de Cleber Almeida, Andre Marques e Ricardo Zohyo
do grupo instrumental Curupira.
Concorrendo com
compositores do porte como, Paulo César Pinheiro e Eudes Fraga,
a canção "Verte-se" de minha autoria, para
minha alegria e espanto conquistou os prêmios de Melhor Canção
(1º lugar), Aclamação popular e melhor Música
Avareense.
Mogi
Guaçu / SP – 1998 - 1999
Num período onde exerci outras atividades profissionais,
buquei manter a atividade artística atuando como musico da
noite em bares além de compor jingles para Campanhas políticas
em cidades da Região.
Avaré
/ SP - 1998
Foi
a época em que, com a ajuda preciosa de amigos, criei o Grupo
musical “4 Cantos”, na cidade de Avaré / SP. Apresentamos
shows com pérolas da MPB e composições próprias
no teatro local por 3 vezes e pelas cidades vizinhas em eventos e
comemorações, outras diversas vezes, trabalho que abriu
de forma irremediável minha veia de compositor, e estreitou
minhas relações com a MPB.
Embu
da Artes / SP - 1996
Na festa de Santa Cruz, evento tradicional da cidade
fui convidado pelo compositor Renato Teixeira para subir ao palco
e interpretar a canção Romaria ao lado do Guitarrista
Natan Marques do Violinista Zé Gomes e de minha irmã
Driana , também cantora, num dos momentos mais emocionantes,
decisivos e importantes de minha trajetória como músico.
Embu
da Artes / SP - 1994
Iniciei minha modesta "carreira musical",
tocando em pequenos bares e casas noturnas na região, consolidando
o objetivo de levar a música brasileira para onde fosse e da
melhor forma que pudesse.
OPINIÃO
"Caipira-Urbano"
? De onde você tirou esse termo?
Bem, prefiro não usar o termo "tirar" e sim:
"sentir" e também acho seria muita pretensão
definir intelectualmente um adjetivo desses, que além de amplo
é auto-explicativo, o caipira é um sujeito sofisticado,
tá pensando o quê!!! (risos).
A coisa do "Caipira" se dá pelo fato de que fui criado
em uma cidade bem próxima a capital, mas que na época
guardava muito de interior, nas tradições, folguedos e
manifestações artísticas que inclusive lhe deram
o nome de Terra das Artes.
O lado urbano vem da influência que sofri a partir dos anos 80
com o estouro do Rock Nacional, onde em cada garagem tinha um candidato
a ser o Herbert Viana o Cazuza ou o Renato Russo, as rádios pipocavam
Rock e a cultura urbana era moda (como voltou a ser hoje), isso me fez
assimilar muito do jeito de pensar das pessoas da metrópole,
sem deixar de puxar o "erre" é claro...
E
a MPB, como chegou até você?
Venho de uma formação bem bacana no que se diz
respeito a ouvir música, apesar de não ter conhecido músicos
profissionais na família, sempre tive acesso a discos de Chico
Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Fagner. Depois disso e da febre
do Rock Nacional, a MPB passou a fazer parte de um período grande
da minha vida, tanto que minha primeira "investida profissional"
foi tocando Música Popular Brasileira nos Bares de Embu, junto
com Minha irmã Adriana que é cantora e meu cunhado Roberto,
guitarrista.
E
depois disso os festivais?
Minha experiência com festivais foi relativamente curta, ela começou
com o grupo 4 Cantos, que formei com amigos na cidade de Avaré
- olha o interior aí de novo... (risos) - p´ra tocar MPB,
e na falta de bares e casas noturnas legais, passamos a concorrer todo
ano na FAMPOP, que é um festival que acontece lá e tem
um tremendo conceito no meio musical, por ter sido palco de, digamos
"estréia" de gente, como Jean Garfunkel, Chico césar,
Lenine, Zeca Baleiro, Rita Ribeiro entre outros...
Ficamos
de nessa de Concorre/Perde durante uns três anos, não
entrávamos nem nas semi-finais, até que em 2000, conseguimos
ir para a final e ganhar com a canção "Verte-se"
mas, em seguida a banda acabou, participei de uns festivais depois,
mas quando o foco muda fica complicado tocar velhos sonhos p´ra
frente.
E esta canção está no repertório
do Projeto FOIA VERDE?
Não, por enquanto não, ela é um Funk,
a parte "Urbana" do "Caipira" falou mais alto aí...
mas temos planos de fazer um novo arranjo p´ra ela e para outras
canções que estão "engavetadas", de forma
que elas se encaixem melhor na liguagem do FOIA VERDE,
isso depois de colocarmos na rua todos nossos projetos atuais.
Passagem
pelo teatro também teve?
Tive
a alegria de participar como músico/ator da Montagem "O
Pranto de Maria Parda" da companhia teatral os Sátyros que
ficou uns três meses em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso
em São Paulo, era um texto bem legal do Gil Vicente, musicado
pelo Péricles Cavalcanti, foi nessa peça que conheci a
Vanessa (percussionista)
E a porção Caipira? Como aflorou?
Sempre gostei de música caipira, desde pequeno escutava no radinho
de minha avó e quando ia passar férias escolares na casa
de tios em Avaré, Capela do Alto, Tatuí... Também
morei três anos em Mogi-Guaçu onde a música caipira
faz parte da cultura local, tive em 1996 inclusive, a honra de ao lado
de minha irmã Adriana, na trdicional Festa de Santa Cruz em Embu
das Artes, dividir o palco com o compositor Renato Teixeira o violonista
Natan Marques e o Violinista Zé Gomes. Cantamos juntos "Romaria"
um de seus maiores sucessos, gravado inclusive pela Elis Regina, me
dá um arrepio até hoje quando lembro disso.
Depois
da fase MPB, fiquei um tempo procurando uma linguagem que me desse prazer
de cantar e de levar a cabo essa minha raiz caipira, comprei uma viola
e em mês tinha as 12 músicas que hoje se transformaram
no Projeto FOIA VERDE.
E os planos para o futuro do projeto?
Bom,
se pensarmos na questão artística, tem "bala na agulha"
p'ra muito mais trabalho, mas no momento estamos focando em shows e
buscando patrocínio para gravar as outras canções
que já estão arranjadas e prontas para ir para o forno.
E
algum patrocinador já se habilitou?
Acredito que ainda seja cedo... acabamos de "Colocar o Bloco na
Rua", mas torcemos muito para que alguém tenha por esse
projeto o mesmo carinho que nós temos e tope patrocinar...
divulgar, enfim nos ajudar a dar vida longa a esse trabalho,
que ao que tudo indica está começando com o pé
direito.
A
proposta está lançada então?
Lançadíssima, e de estilingue p´ra ir bem longe!
(risos) Quem quiser ver do que o povo do Foia Verde
é capaz pode entrar em contato, garanto que vai gostar.
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