QUEM
?
Sou fruto de abril de 1978 precisamente colhido na cidade de Santo André
- SP, e trago na história familiar minha mãe pianista
e meu pai violonista, circunstância que fatalmente iria se converter
em interesse e gosto pela música que amadureceu durante toda
a infância e adolescência.
Ainda me lembro
que, quando criança, tinha o hábito freqüente de
batucar com meus irmãos numa bateria improvisada com baldes,
para o desespero de minha mãe que tinha suas peças de
cozinha e faxina, e até uma gaiola de passarinho, transformados
no verdadeiro set de percussão, e como se não bastasse
ainda era obrigada assistir após chegar de um exaustivo dia
de trabalho, as nossas “performáticas” apresentações,
durassem o tempo que durassem.
Depois dessa fase
de descobertas e de uma promissora, mas relativamente curta carreira
de atleta (Cheguei a praticar 100 metros rasos, corrida com barreira,
ganhar medalha e tal em campeonatos importantes !) veio a gravidez
de meu filho Vinicius e a sentença de que a maternidade iria
comprometer não só minha juventude como qualquer pretensão
com relação a arte ou ao esporte, me vi então
fadada a assumir a postura de Mãe e Dona de Casa, mas ao contrário
de ceder a tão certeira “sina” me motivei (como
atleta que ainda sou nas horas vagas...) a correr atrás do
contrário.
Com o apoio incondicional
de minha família, voltei para os braços da música
com toda força, entrei num conservatório e com meu filho
a Vinícius ainda bebê tive a oportunidade ter aulas com
figuras importantes como Alexandre Biondi, Sérgio Gomes e Rui
Carvalho.
A partir daí
as coisas foram acontecendo numa seqüência ora caótica,
ora demasiado lenta, como sempre é num país onde a arte
se configura em sacerdócio dos mais penosos, depois de trabalhar
em produções teatrais, tocando, atuando e cantando em
espetáculos importantes como a montagem “O Pranto de
Maria Parda” da Companhia Teatral O Sátyros, em São
Paulo, veio um bom tempo depois, o convite do Rogério Mendonça
e do Bruno Serroni para participar do Projeto FOIA VERDE, onde dessa
vez monto minha parafernália de percussão sem que minha
mãe tenha que sentir falta de suas panelas e baldes. E eu por
minha vez possa definitivamente exercitar a arte de fazer música
com toda a intensidade.
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